Um estudo que nasce para escutar o brasileiro de verdade, em todos os temas que movem a sua vida: território, trabalho, consumo, fé, dinheiro, futebol e cultura. Das cidades médias ao país em movimento, mais que um estudo, um radar vivo do Brasil.
Parece natural falar do Brasil. Mas na prática, falar do Brasil é quase sempre falar de uma parte dele, geralmente a parte mais próxima de quem está falando. Marcas, agências, conselhos, redações e times de estratégia decidem todos os dias sobre o país inteiro a partir de um recorte minúsculo dele: o eixo Rio-São Paulo, a classe média urbana, a perspectiva do observador de capital.
O Eu vi o Brasil nasce para corrigir esse desequilíbrio. Acreditamos que entender o Brasil de verdade exige sair do lugar confortável de onde ele costuma ser lido, e ir ao encontro do país que pulsa fora dos holofotes, nas cidades médias, nas fronteiras econômicas, nos territórios que puxam o crescimento e escrevem o próximo capítulo da história nacional.
Mais do que uma pesquisa, é um exercício de restituição: devolver ao Brasil a densidade que ele perde quando é tratado como um agregado homogêneo. Um país de 212 milhões de pessoas, 5.570 municípios, cinco regiões com tempos econômicos distintos e dezenas de culturas regionais não cabe em uma média nacional, e o custo de tentar caber é tomar decisões sobre um país que não existe.
O Censo 2022 confirmou uma virada histórica: capitais tradicionais perdem peso relativo e o crescimento passa a se concentrar em cidades médias, fronteiras agroindustriais e periferias metropolitanas. Quem continua lendo o país pelo mapa de 2010 está decidindo sobre um Brasil que já não existe.
A maior parte das decisões empresariais sobre o Brasil é tomada por times concentrados no eixo Rio-São Paulo, com base em amostras urbanas e painéis enviesados. O resultado é uma leitura que confunde classe média paulistana com classe média nacional, e que subestima sistematicamente quem vive longe das capitais.
É no intervalo, entre o urbano e o rural, entre a tradição e a tecnologia, entre a aspiração metropolitana e o orgulho do lugar, que estão as tendências que vão definir o consumo, a cultura e a política da próxima década. Quem enxerga o intervalo antecipa. Quem só enxerga os extremos, reage.
Ao falar do Brasil, o Eu vi o Brasil assume um compromisso com a complexidade. Não com a média, mas com a distribuição. Não com a capital, mas com o conjunto. Não com o estereótipo, mas com a escuta. Cada um dos estudos publicados, das cidades médias ao futebol, da plataforma contínua de movimento populacional às edições temáticas, é uma camada desse esforço coletivo de devolver densidade à conversa sobre o país.
É nessas cidades que conseguimos ver com mais clareza os desejos, os hábitos e os conflitos que moldam o presente e que antecipam o futuro do país.
Nos apropriando de Carlos Drummond, falamos das cidades médias, que historicamente sempre foram vistas como lugares de passagem. Reforçamos o poder do estudo e das cidades pesquisadas, colocando-as em um lugar de potência nacional.
O painel de Cícero Dias (1907–2003), pintado entre 1926 e 1929, é uma das obras mais importantes do modernismo brasileiro. Com quase 15 metros de largura por 2 metros de altura, feito em guache e aquarela sobre papel, o painel se desdobra como um mural contínuo, uma sequência de cenas que partem do Recife para contar o Brasil inteiro.
Exibido pela primeira vez no Salão Revolucionário de 1931, a obra causou escândalo pela ousadia das cenas e pela escala monumental. Chegou a ser vandalizada, tendo parte cortada. Chamada por muitos de "a Guernica brasileira", só voltou a ser exibida em 1965, na 8ª Bienal de São Paulo.
Assim como Cícero partiu do seu Recife para enxergar o mundo, o Eu vi o Brasil parte do brasileiro e suas tensões para revelar o país que pulsa em toda a sua essência. A mesma intuição modernista: começar de onde se está para ver o todo com mais verdade.
Entre o urbano e o rural. Entre o que já foi e o que está por vir. Entre o dado e a história. É aí, nesse entre, que o Brasil se mostra com mais verdade. Inspirados no universo Adinkra e na obra de Rubem Valentim, o key visual valoriza o "meio" como potência criativa.
O Eu vi o Brasil não cabe em uma técnica só. Combinamos quatro camadas de evidência para garantir que o que vemos em campo se sustenta quantitativamente, e que os números não escondem a nuance que só a imersão captura.
Pesquisadores sêniores moram 7 a 14 dias em cada cidade média, acompanhando famílias no cotidiano: compras, refeições, trabalho, fé, lazer, rituais.
Mil entrevistas quantitativas no estudo fundacional de cidades médias, com recortes de gênero, geração, classe e relação com a cidade. Território, trabalho, família, fé, dinheiro, marcas, digital.
Amostra de 3.000+ casos representativos, estratificada por renda, geração e tipo de município. Valida e dimensiona as hipóteses qualitativas.
Texto, fotografia, vídeo, mapas e dados convergem em um atlas contínuo, organizado por cidade, tema e tensão cultural. Material de consulta permanente.
Dois anos de campo estruturado, três estudos que se complementam: o retrato das cidades médias, a plataforma contínua de movimento populacional e a leitura da paixão que atravessa o país. Clique em cada card para conhecer em detalhe.
PLATAFORMA CONTÍNUAUma plataforma viva de observação contínua sobre o país que se move. Desmetropolização, novos centros de gravidade e leituras do Censo 2022 que mudam o mapa da decisão.
ESTUDO FUNDACIONALO retrato qualitativo e quantitativo do Brasil que vive entre 100 mil e 500 mil habitantes. Quatro imersões etnográficas, mil entrevistas quantitativas e quatro territórios que resumem o interior.
REPORT TEMÁTICOQuatrocentas entrevistas em cidades médias para entender como o futebol sintoniza gerações, do clube-peça-central à Seleção distanciada, da Copa do Mundo ao streaming fragmentado.
Para marcas saindo do eixo RJ-SP que precisam entender preço, sortimento e comunicação em mercados regionais.
Para agências e times de marca que querem ancorar campanhas em repertório cultural real, não em estereótipos.
Onboarding cultural para times de marketing, trade e inovação que decidem sobre o país sem terem rodado o país.
Insumo para revisões trienais de estratégia, mapas de oportunidade geográfica e decisões de portfólio regional.
É ENTRE O DADO E A HISTÓRIAManifesto EVOB25 · IMO Insights
QUE O BRASIL SE MOSTRA COM MAIS VERDADE.
O Eu vi o Brasil pode ser licenciado como estudo completo, apresentado em imersão dedicada ao seu time ou customizado para as cidades médias onde a sua marca mais precisa enxergar.